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terça-feira, 31 de julho de 2012

7 características de igrejas que cometem abuso espiritual


1) Scripture Twisting (Distorção da Escritura): para defender os abusos usam de doutrinas do tipo "cobertura espiritual", distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o lider ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

2) Autocratic Leadership (liderança autocrática): discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao ditador, digo discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos "bispos" de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o "apóstolo" ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida. Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo "pastor Fulano", "bispo X", "apostolo Y", etc. Alguns afirmam crer em "teocracia" e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

3) Isolationism (Isolacionismo): o grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

4) Spiritual Elitism (Elitismo espiritual): é passada a idéia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Biblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discipulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

5) Regimentation of Life (controle da vida): quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

6) Disallowance of Dissent (rejeição de discordâncias): não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

7) Traumatic Departure (saída traumática): quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados. Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até famílias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

Fonte:http://emeurgente.blogspot.com

“Quem fala mal do pastor cospe na cara de Deus”, diz Rene Terra Nova

Em Congresso do Ministério Internacional da Restauração (MIR 12) realizado em Vitória, no Espírito Santo, o patriarca Renê Terra Nova resolveu exortar os seguidores para um detalhe importante na fé. Segundo ele, o crente precisa ter cuidado ao falar “mal” de um líder religioso. Esse mal não tem conotação de intrigas e fofocas, mas sim de questionar e não aceitar o pastor como um mensageiro fiel da Palavra. Com um tom de voz alto e expressando ter autoridade, o pai-apóstolo disse que quem “bate” num pastor está batendo em Deus. Logo em seguida, com o objetivo de criar ainda mais medo nos discípulos, ele acrescentou: “Quem fala mal do pastor cospe na cara de Deus”.
Para basear o seu argumento, o pós-moderno apóstolo usa a referência bíblica de Números, capítulo 12. O texto mostra o episódio em que Arão e Miriam criticam Moisés por ter se casado com uma mulher etíope. Eles questionam se Deus realmente só falaria com Moisés.
“Será que o Senhor tem falado apenas por meio de Moisés? Também não tem ele falado por meio de nós?” (Números 12.2).
Nos versos adiante, Miriam, devido às suas dúvidas, é punida pelo Senhor, ficando leprosa.


Ao citar esse texto, Renê Terra Nova tenta mostrar ao rebanho que os pastores do seu movimento, da Equipe M12, como ele chama, não podem ser colocados em xeque. Ou seja: fica claro que não se deve questionar as doutrinas ensinadas mesmo que elas se baseiam em conceitos heréticos. A partir desse pensamento podemos concluir que quem ousar pensar diferente do seu líder corre risco de ser castigado por Deus.
Ainda nesse sentindo Renê manda os discípulos a falarem para o colega ao lado assim: “Nunca fale mal de mim, pois amanhã eu posso ser seu líder”.
A intenção desses lobos em pele de pastores, como o Terra Nova, é apresentar uma verdade própria inquestionável. Para eles, a palavra do pastor é sinônima à palavra de Deus. Tudo que sai deles está no mesmo pé de igualdade aos valores de Deus. A igreja tem a necessidade de receber aquela informação e de respeitá-la como uma visão profética, que vem dos altos céus.
“Os líderes são meninas aos olhos de Deus. Por meio deles, muitos aqui vão receber a transferência da benção”, disse Renê.
Nessa frase, esse pastor demonstra uma ideia que tem sido difundida no meio neopentecostal e que tem criado raízes até nas igrejas históricas: a soberania do pastor. Ele é visto como um instrumento santificado. Podemos chamar esse tipo de situação de uma idolatria descarada. E pastor que prega isso e tenta de qualquer forma ficar na mesma posição de Deus age com o espírito do anticristo. O desejo é se sentar no trono de Deus.

“Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá à apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, a ponto de se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus”. 2 Tessalonicenses 2.3-4
“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus”. (Filipenses 1.27-28)
Outra questão importante, amados irmãos, é que só existe uma profecia que não pode ser colocada à prova. E ela é a Palavra de Deus, na qual chamamos de Bíblia.
“O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo. Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o suportam facilmente. Todavia, não me julgo nem um pouco inferior a esses “super-apóstolos”. Eu posso não ser um orador eloquente; contudo tenho conhecimento. De fato, já manifestamos isso a vocês em todo tipo de situação” (2 Coríntios 11.3-6)
“Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai”. 1 (João 2.21-23)
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já dissemos, agora de novo também digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. Gálatas 1:7-12
Todas as outras visões, revelações, profecias extras bíblicas precisam ser analisadas à luz da Palavra. Por isso, devemos aprender com os bereanos, povo que ao receber a Mensagem da Cruz teve interesse em compreendê-la e para isso se voltou para as escrituras para ver se a história era fiel aos anúncios dos profetas.
“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo”. (Atos 17.11)
Quero deixar claro neste texto é que não estou incitando ninguém a desrespeitar seu pastor. Na verdade, toda a igreja precisa ter um líder e ele é realmente chamado por Deus para ser responsável por cuidar da vida dos seus filhos. No entanto, é importante saber que os pastores são homens, sujeitos a erros e à arrogância. Muitos aproveitam de suas condições para fazerem do evangelho uma missão própria, negando-se a condição de servo para se submeter à condição de um deus-homem, braço direito do Senhor no mundo terreno.
De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra. (Filipenses 2.5-10)

Postado por; Mikaella Campos. Ela é jornalista, subversiva, fascinada pela Verdade, perseguidora das heresias, e parceira do Púlpito Cristão. Edita o blog  Minha vida em Cristo Sem Heresias.